Salvador Dali

Surreal! 8 fatos sobre Salvador Dalí

Salvador Dalí foi considerado o artista mais incomum do século XX. Seu talento era inegável e suas ações chocantes fizeram os outros pensarem que ele não batia bem da cabeça.

Ao longo de sua vida, o artista manteve diários, que só ficaram disponíveis ao público leitor após sua morte. Mas mesmo esses registros não podem dar uma resposta clara sobre quem realmente foi Salvador Dalí – um artista surrealista e estranho, mas extremamente talentoso.

Conheça agora alguns fatos surreais sobre Salvador Dalí!

1 – Salvador Dalí era um aristocrata

Mas não por direito de nascença. Seu pai era advogado e notário, sua mãe vinha de uma família de comerciantes e artesãos. 

Porém, em 1982, o artista tornou-se marquês, recebendo o título de mérito do Rei Juan Carlos da Espanha. Portanto, na manhã de 23 de janeiro de 1989, não só o pintor Salvador Dali morreu, mas o Marquês de Dali de Pubol, o primeiro e único portador deste título.

2 – Salvador Dalí foi o autor do logotipo Chupa Chups

O artista sempre aceitou voluntariamente o trabalho comercial. O fundador da Chupa Chups, Henrik Bernat, estava se preparando para entrar no mercado internacional, mas para isso era necessário renovar a marca.

E então o magnata encarregou o famoso surrealista de criar um rótulo que chamasse a atenção.

Dali desenhou uma flor amarelo-laranja e escreveu o nome do doce em letras vermelhas no meio. O logotipo quase não mudou desde 1969.

3 – Salvador Dalí lançou um livro de receitas

Em 1973, em Paris, Dali publicou Jantares de Gala. A luxuosa edição com fotografias coloridas e desenhos de El Salvador consistia em 12 seções, entre as quais “Canibalismo de outono” e “Atavismo desoxirribonucléico”.

4 – Dalí e sua esposa insultaram o público com uma boneca

No final de 1934, uma recepção suntuosa à fantasia foi realizada em homenagem ao artista na boate Red Rooster, em Nova York. Dali veio com Gala, cujo traje ele mesmo inventou: em um enorme chapéu havia uma boneca – uma criança, comida por formigas.

A imprensa anunciou que se trata de uma alusão ao filho falecido do famoso piloto Charles Lindbergh. O bebê foi sequestrado como resgate e morto em 1932; em setembro de 1934, a polícia prendeu o suposto autor do crime, de modo que a tragédia estava novamente na boca de todos.

O escândalo estourou tão alto que Dali, que negou a ligação da imagem de sua esposa com esta história, teve que se desculpar.

5 – Salvador Dalí se considerava a reencarnação de seu irmão falecido

O artista é o segundo filho da família. Seu irmão mais velho foi chamado de El Salvador em homenagem a seu pai. O menino morreu antes dos dois anos de idade, nove meses antes do nascimento de seu segundo filho, também chamado El Salvador.

Segundo o artista, aos cinco anos de idade, seus pais o levaram ao túmulo de seu irmão mais velho e explicaram que ele renasceu nele.

Dali foi atormentado por muitos anos, acreditando que ele era visto apenas como um substituto para o falecido; ele falou sobre isso em um discurso na École Polytechnique de Paris em 1961: “Quero provar a mim mesmo que não sou um irmão morto, mas um irmão vivo.”

6 – Dalí foi expulso dos surrealistas

O artista ingressou no círculo do poeta André Breton, autor do “Manifesto Surrealista”, em 1929.

Cinco anos depois, Breton tentou banir Dali do movimento político e comercial, pelo que deu ao artista o apelido – um anagrama de seu nome e sobrenome, Avida Dollars (“Ganância por Dólares”).

Em 1939, Dali finalmente rompeu com Breton e seus associados, mas não abandonou o surrealismo como método artístico e se tornou o representante mais famoso desse movimento.

7 – Dalí montou um museu em sua homenagem e viveu nele

No início da década de 1960, o prefeito da cidade natal de Dalí, Figueres, pediu ao artista que doasse uma obra ao museu local. Em resposta, Dali se ofereceu para doar um museu inteiro para a cidade – é claro, com o seu nome.

O surrealista ficou com as ruínas do teatro da cidade queimado. Neste local, de acordo com o projeto de Dali, foi construído um novo edifício, no qual o artista colocou o seu próprio Teatro-Museu.

Em 1984, Dali se estabeleceu ali e, após sua morte, foi enterrado ali. O catalão queria que as pessoas pisassem em seu túmulo, e Dali foi enterrado em uma cripta sob o museu.

8 – Após a morte de Dalí, seu corpo foi embalsamado

Isso provavelmente se deve à decisão de enterrar o artista no terreno de seu Teatro-Museu em Figueres.

E em 2017, os restos mortais do pintor foram mexidos. A cartomante Pilar Abel, que afirmava que Dali era seu pai, realizou a exumação do corpo. A mulher reivindicou um quarto da herança do gênio, que é de centenas de milhões de dólares, mas um teste de DNA mostrou que Dali não era o pai de Pilar.

Após a exumação, o mestre Narsis Bardalet, que embalsamou o corpo do artista, notou que o famoso bigode de Dali estava perfeitamente preservado.

BIOGRAFIA

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dali i Domenech

  • 1904 – nasce na cidade catalã de Figueres.
  • 1916 – Começa a estudar na escola de artes de Figueres.
  • 1919 – participa de uma exposição de artistas locais no Teatro da Cidade; sobre as ruínas deste edifício, meio século depois, ele montou seu próprio museu.
  • 1922–1926 – estudou na Royal Academy of Fine Arts de San Fernando.
  • 1925 – Primeira exposição individual de Dali em Barcelona.
  • 1926 – visita Paris pela primeira vez, conhece Pablo Picasso.
  • 1929 – participa das filmagens do filme “Cachorro Andaluz” de Luis Buñuel, hoje um clássico do cinema surrealista. Entrou para o movimento surrealista. Ele conheceu Gala (Elena Dyakonova, na época esposa do poeta Paul Eluard).
  • 1934– Dali e sua “surreal Madonna” Gala se casaram.
  • 1939 – finalmente se separou do círculo surrealista liderado por André Breton.
  • 1940-1948 – viveu com a esposa nos EUA.
  • 1942 – publica sua autobiografia The Secret Life of Salvador Dali.
  • 1982 – viúvo.
  • 1989 – morreu de parada cardíaca. De acordo com o testamento, todos os bens e obras que não foram doados ao Museu-Teatro foram transferidos para o estado.
Salvador Dali

Autor(a): Handreza Hayran

Handreza Hayran é editora do Foco e Fama e autoproclamada especialista das curiosidades obscuras da cultura pop.

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