A Verdadeira História das Primas da Rainha Elizabeth II

Handreza Hayran
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Primas da Rainha Elizabeth II

Nerissa e Katherine eram duas das filhas de John Bowes-Lyon, que era irmão da Rainha Elizabeth Bowes-Lyon. Isso as torna primas em primeiro grau de Elizabeth II e Margaret.

Nascidas com sete anos de diferença em 1919 e 1926, respectivamente, Nerissa e Katherine tinham graves deficiências de desenvolvimento desde o nascimento e nunca aprenderam a falar. 

As mulheres foram declaradas publicamente mortas em 1940 e 1961, respectivamente.

Somente em 1987 os jornalistas descobriram a verdade sobre seu destino. Descobriu-se que em 1941, quando Nerissa tinha 22 anos e Katherine 15, elas foram colocadas no Hospital Earlswood para doentes mentais. Pouco se sabia sobre sua condição, mas basta dizer que nenhuma delas aprendeu a falar.

Nerissa morreu em 1986, aos 66 anos, e apenas a equipe do hospital compareceu ao funeral, enquanto Katherine morreu em 2014, aos 86 anos.

Conforme revelado no documentário de 2011 The Queen’s Hidden Cousins, durante o tempo que passaram no hospital, nenhum dos membros da família visitou as irmãs e elas não receberam um único dinheiro de seus parentes.

Ninguém visitava as primas da Rainha Elizabeth II

Além disso, as enfermeiras entrevistadas relataram que ninguém enviava presentes ou cartões para as mulheres em aniversários ou outros feriados.

As irmãs foram visitadas pela última vez na década de 1960, quando sua mãe morreu. Desde então, ninguém foi visitá-las e, segundo a equipe médica.

Quando as informações sobre as primas de Elizabeth II apareceram, foi uma sensação

Esta história foi impressa em todos os jornais. Jornalistas conduziram suas investigações. Em 1982, a Rainha doou uma grande soma de dinheiro para o hospital onde Nerissa e Katherine Bowes-Lyon estavam.

Teoria da conspiração

Várias teorias da conspiração surgiram em conexão com esta história, e elas ainda são discutidas. 

A mais emocionante envolve a troca de bebês: supostamente, a futura rainha Elizabeth nasceu com deficiência mental e foi substituída por uma prima saudável, porque ambas nasceram em 1926, com apenas dez semanas de diferença.

Curiosamente, o túmulo de Nerissa no Cemitério Redhill foi marcado apenas com uma etiqueta de plástico com um número de série. Os parentes erigiram um monumento lá somente depois que esse fato se tornou conhecido do público em geral.

Escrito por Handreza Hayran
Nascida e criada em Petrolina-PE, Handreza Hayran é co-fundadora e editora do Foco e Fama. Formada em Computação pela UFRPE, ela também é fã de tecnologia, filmes e séries. Além disso, acredita que histórias bem contadas, são presentes incrivelmente valiosos.