Por que os alemães cobriram a boca antes de enfrentar o Japão?

Handreza Hayran
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alemanha seleção

As seleções alemãs fizeram hoje um gesto que rapidamente chamou a atenção: os futebolistas cobriram a boca com as mãos quando posaram para a fotografia de grupo, esta quarta-feira, antes do jogo contra o Japão, no início da atividade para a grupo D.

Por que os alemães cobriram a boca antes de enfrentar o Japão?

Isso tem o significado de uma forma de protesto contra a ameaça de sanções esportivas da FIFA para impedir o uso da pulseira “One Love” na Copa do Mundo do Catar.

As sete federações europeias, incluindo a Alemanha, que planejavam usar uma braçadeira anti-discriminação colorida, renunciaram na segunda-feira devido à ameaça de “sanções esportivas” não especificadas da Fifa.

Uma posição muito criticada na Alemanha, onde muitas pessoas pediram a seus jogadores que desafiassem a proibição.

A partida contra o Japão no Estádio Khalifa, em Doha, contou com a presença do presidente da FIFA, Gianni Infantino. Diante dele e dos demais presentes, os jogadores alemães fizeram esse gesto, cobrindo a boca como forma de denunciar o ocorrido.

Alemanha respondeu à FIFA

A Federação Alemã de Futebol respondeu esta quarta-feira às ameaças de sanções, escrevendo no Twitter que “os direitos humanos não são negociáveis“, por ocasião do primeiro jogo da Mannschaft no Mundial de 2022, frente ao Japão.

Nas arquibancadas, a ministra do Interior responsável pelos Esportes, Nancy Faeser, usava a famosa pulseira inclusiva “One Love” que os organizadores não queriam.

Desde que conseguiu a organização do torneio, em 2010, o Catar tem enfrentado inúmeras críticas e denúncias em relação aos direitos humanos, principalmente da população LGBTQ+.

Neste pequeno país muçulmano conservador, as relações sexuais fora do casamento e a homossexualidade são crimes. As autoridades do Catar insistem que “todos são bem-vindos” ao torneio.

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Nascida e criada em Petrolina-PE, Handreza Hayran é co-fundadora e editora do Foco e Fama. Formada em Computação pela UFRPE, ela também é fã de tecnologia, filmes e séries. Além disso, acredita que histórias bem contadas, são presentes incrivelmente valiosos.