Rosa Parks: sua bravura diante do racismo

Handreza Hayran
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rosa parks presa

Depois do trabalho, Rosa Parks pegou o ônibus para casa em Montgomery em 1º de dezembro de 1955. Quando a afro-americana foi convidada a oferecer seu lugar a um homem branco, ela recusou.

Seu “não” tornou-se o farol do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos.

O “Não” de Rosa Parks fez história. Conheça mais sobre a mulher que se tornou uma heroína.

Rosa Park não podia votar por causa do seu tom de pele

Parks era afro-americano e nasceu em Tuskagee, Alabama, em 1913. Naquela época, os regulamentos racistas ainda se aplicavam no sul dos Estados Unidos. Parks experimentou isso em primeira mão.

Depois de ter sido negado o direito de voto por causa da cor de sua pele, ela começou a fazer campanha contra essa desigualdade e discriminação.

Entre outras coisas, Rosa Parks estava envolvida na Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP), um movimento de direitos civis.

Os brancos sentavam na parte da frente do ônibus

Naquela época, a “segregação racial” prevalecia ali.

Os ônibus eram divididos em três zonas, a área da frente era reservada para os brancos e as pessoas negras podiam sentar nos fundos e no meio. No entanto, o meio era uma espécie de “tampão” – se os assentos da frente estivessem ocupados, os brancos também poderiam reivindicar esses assentos.

Naquela tarde de dezembro, Rosa Parks, que agora morava em Montgomery, capital do Alabama, voltava para casa depois de seu turno de costureira.

O motorista mandou Rosa Parks ceder seu assento a um branco

Ela encontrou um assento vazio no meio do ônibus. Portanto, ela não ocupava de forma alguma um lugar “proibido” para ela.

À medida que mais passageiros brancos embarcavam e a frente do ônibus era ocupada, o motorista do ônibus pediu aos quatro passageiros do meio que cedessem seus assentos em favor dos brancos. Três deles atenderam – apenas Parks permaneceu sentada.

O motorista do ônibus James Blake então alertou a polícia, que prendeu Rosa Parks.

O caso recebeu muita atenção – a população afro-americana e em particular a NAACP viram o boicote de Park como uma chance de agir contra a discriminação racial no transporte de massa.

A Suprema Corte decide que a “segregação racial” no transporte público era inconstitucional

Seguiu-se um boicote aos ônibus que durou 381 dias – organizado entre outros pelo então ainda relativamente desconhecido Martin Luther King.

Um sistema de táxi afro-americano foi introduzido em Montgomery como uma alternativa ao ônibus. Depois de mais de um ano, a Suprema Corte decidiu que a “segregação racial” no transporte público local era inconstitucional.

Com esta sentença de 13 de novembro de 1956, o regulamento foi abolido.

Bill Clinton concedeu-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade em 1996

Fonte: picture alliance / ZUMAPRESS.com

Rosa Parks permaneceu fiel ao seu compromisso político e social ao longo de sua vida. Ela recebeu vários prêmios por isso.

Entre outras coisas, o então presidente americano Bill Clinton concedeu-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade em 1996.

Em 1999, ela foi homenageada com a Medalha de Ouro do Congresso, a mais alta honraria civil do país. Em outubro de 2005 ela morreu.

Escrito por Handreza Hayran
Nascida e criada em Petrolina-PE, Handreza Hayran é co-fundadora e editora do Foco e Fama. Formada em Computação pela UFRPE, ela também é fã de tecnologia, filmes e séries. Além disso, acredita que histórias bem contadas, são presentes incrivelmente valiosos.