Manabu Mabe e o desaparecimento do voo Varig 967 com destino ao Brasil

Handreza Hayran
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Em 1979, um avião que transportava uma carga valiosa desapareceu com 153 pinturas do artista brasileiro Manabu Mabe.

O custo das pinturas ultrapassou US$ 1 milhão. Essa história ainda assombra a mente de admiradores do talento do artista, e a perda do avião é considerada um dos acidentes de avião mais misteriosos da história da aviação.

Quem foi Manabu Mabe?

Nascido no Japão em 14 de setembro de 1924, Mabe veio para o Brasil com apenas 10 anos de idade para trabalhar em uma plantação de café em São Paulo.

Manabu Mabe, que vendia quadros pintados à mão, recebeu o maior prêmio de melhor artista do Brasil e tornou-se extremamente famoso.

Em 1956, ele foi convidado a participar da Japan Art Biennale e, desde então, ganhou dezenas de prêmios em todo o mundo.

Naturalizou-se brasileiro e logo recebeu o prêmio de melhor artista deste país na Bienal de São Paulo (1959), tornando-se um dos primeiros artistas do Oriente a deixar sua marca na cultura nacional.

Mistério do voo Varig 967

Em 1979, houve uma exposição de suas obras em Tóquio. E então essas obras – 153 peças – foram carregadas em um avião e enviadas para o Brasil. O artista não estava no avião.

Meia hora após o voo, o avião desapareceu. Os destroços nunca foram encontrados. Todas as pinturas desapareceram junto com o avião. Seu custo total foi estimado em US$ 1,24 milhão.

Até hoje, ninguém sabe o que aconteceu. Não foi encontrado o menor sinal de colisão ou pouso de emergência. Muitos acreditam que a coleção poderia ter se tornado um objeto de desejo para alguns colecionadores malucos, mas nenhuma das pinturas que estavam naquela coleção ainda “veio à tona”.

Em 1996, aos 73 anos, Manabu Mabe morreu de uma infecção generalizada causada por complicações de transplante de rim, mas deixou um legado artístico impressionante que ainda podemos desfrutar em museus de todo o mundo.

Escrito por Handreza Hayran
Nascida e criada em Petrolina-PE, Handreza Hayran é co-fundadora e editora do Foco e Fama. Formada em Computação pela UFRPE, ela também é fã de tecnologia, filmes e séries. Além disso, acredita que histórias bem contadas, são presentes incrivelmente valiosos.