Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral: uma das mais brilhantes representantes do modernismo brasileiro

Tarsila do Amaral deixou 230 pinturas, cinco esculturas e centenas de desenhos, gravuras e murais. Ela conduziu a arte brasileira ao modernismo. 

Ela era uma socialite, fashionista, divorciada, que vivia como queria. Conheça a história da artista que deu cor ao Brasil.

Fatos sobre Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral foi uma artista brasileira, uma das mais brilhantes representantes não só do modernismo brasileiro, mas de todo o modernismo latino-americano. Sua popularidade não diminui com o tempo e, no século 21, as imagens criadas por Tarsila são relevantes.

1 – Tarsila do Amaral era de uma família rica

Tarsila do Amaral, Antropofagia, 1929, © Tarsila do Amaral Licenciamentos

Ela nasceu na propriedade de seus pais, em uma família rica de proprietários de terras e plantações de café. Estudou e pela primeira vez sentiu vontade de pintar em Barcelona, ​​onde na juventude chegou com os pais.

A partir de 1916 estudou escultura em São Paulo, depois pintura e desenho. Professores muito conservadores não a satisfizeram, e em 1920 ela se mudou para Paris, ingressou na Académie Julian.

Em 1922 ela participou de uma exposição coletiva em Paris. Retornando a São Paulo em 1922, estreitou-se com escritores e artistas modernistas brasileiros – Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia. 

Em 1923 o artista regressou por um curto período a Paris, tendo aulas com Albert Gleizes, Andre Lot, Fernand Léger. O interesse de seus professores franceses pelo arcaísmo e primitivismo levou a artista a se voltar para as tradições folclóricas brasileiras.

2 – Tarsila viajou muito pelo Brasil estudando as tradições

Cook, Tarsila do Amaral, 1924, Museu de Grenoble, Grenoble, França © tarsiladoamaral.com.br

Ao voltar para casa, junto com Oswald de Andrade, ela viajou muito pelo Brasil, estudando as tradições locais e o artesanato popular.

3 – Tarsila se casou com Oswald de Andrade em 1926

Eles se casaram em 1926. O casal viajou para a Europa e Oriente Médio. Ainda em 1926, Tarsila do Amaral acolhe a primeira exposição pessoal na galeria parisiense Persier.

Em 1929, as mostras individuais da artista foram realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, ela participou de mostras coletivas em Nova York e Paris.

Em 1930, o casamento de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral se desfez.

4 – Tarsila do Amaral foi presa

A Floresta, Tarsila do Amaral, 1929, Museu de Arte Contemporânea, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil © tarsiladoamaral.com.br

Em 1931 a artista visitou a URSS, expôs no Museu de Arte Oriental de Moscou, e viajou por todo o país. Retornando à sua terra natal em 1932, juntou-se às forças de esquerda na oposição ao regime ditatorial de Getúlio Vargas. Ela foi presa e passou um mês na prisão.

Participou da primeira Bienal de São Paulo. Em 1973, a artista morreu.  As pinturas e desenhos de Tarsila do Amaral são mantidos em muitas coleções particulares e museus ao redor do mundo.

5 – Tarsila morreu aos 82 anos e foi enterrada de branco como uma noiva

Ela viveu uma vida longa e agitada – exposições, buscas criativas, romances tempestuosos com homens muito mais jovens. Ela faleceu em 1973, aos 82 anos, e foi enterrada de branco como “a noiva eterna”. 

Esboços de Tarsila do Amaral

Pinturas de Tarsila do Amaral

O estilo criativo de Tarsila do Amaral é representado por formas primitivas e congeladas, árvores e animais fantásticos, cores incríveis e símbolos ambíguos associados à cultura e literatura latino-americana.

Postal, Tarsila do Amaral, 1929, coleção particular © tarsiladoamaral.com.br
O Lago, Tarsila do Amaral, 1928, Acervo de Esilda e Sergio Fadel © tarsiladoamaral.com.br
O Sonho, Tarsila do Amaral, 1928, Coleção de Genevieve e Jean Bogic, Rio de Janeiro © tarsiladoamaral.com.br
O Sol Poente, Tarsila do Amaral, 1929, Coleção de Genevieve e Jean Bogic, Rio de Janeiro © tarsiladoamaral.com.br
Distância, Tarsila do Amaral, 1928, Fundação José e Paulina Nemirovski, São Paulo © tarsiladoamaral.com.br
Luna, Tarsila do Amaral, 1928, coleção particular © www.tarsiladoamaral.com.br
“Composição (Figura Solitária)”, Tarsila do Amaral, 1930, Instituto de São Fernando, Rio de Janeiro © tarsiladoamaral.com.br
“Urutu”, Tarsila do Amaral, 1928, Acervo de Gilberto Chateaubriand © tarsiladoamaral.com.br
O Touro, Tarsila do Amaral, 1928, Museu de Arte Contemporânea da Bahia, Salvador © tarsiladoamaral.com.br
Tarsila do Amaral: uma das mais brilhantes representantes do modernismo brasileiro via @focoefama

Autor(a): Handreza Hayran

Handreza Hayran é editora do Foco e Fama. Acredita que histórias bem contadas, são presentes incrivelmente valiosos.
Também é apaixonada por séries, música, cinema e tudo o que é tecnológico.